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Manifestações patológicas e prejuízos por falta de impermeabilização

Não é difícil encontrar projetos comprometidos em sua integridade e segurança pela impermeabilização realizada de forma equivocada. O método tem como objetivo proteger e preservar a vida útil de um projeto. Mas quando feito de forma imprudente pode colocar não apenas a reputação da obra em jogo, mas também a segurança daqueles que ali convivem. 

Confira manifestações patológicas e prejuízos comuns que podem ser causados por indisciplina na hora de impermeabilizar:

1 – Utilizar produtos de baixa qualidade

A estimativa de custo da etapa de impermeabilização é de 1% a 3% do valor do projeto. É um investimento necessário e previsível e deve ser planejado antes do projeto entrar em execução (na fase de estudo de viabilidade da obra). Não é recomendável comprar produtos de baixa qualidade baseando-se apenas no apêlo de preço (cada área necessita de produtos com características de desempenho específicas) ou misturar os impermeabilizantes com outros materiais sem  recomendação dos fabricantes com o intuito de fazer o material render mais (rendimento significa durabilidade e não apenas consumo)

2 – Não seguir as recomendações do fabricante

Em geral, um impermeabilizante leva de 7 a 8 dias para estar seco (materiais cimentícios) e preparado para receber a argamassa. No entanto, em função dos apertados cronogramas de obra, esse tempo nem sempre é respeitado. Baseado nesta necessidade do mercado a MC-Bauchemie desenvolveu o DF9, uma membrana a base de copolímeros que já vem pronta para uso. O material precisa de apenas oito horas para secar e deixar a área pronta para assentamento (este fator não exclui a necessidade de se fazer um teste de estanqueidade dependendo da área)

3 – Impermeabilizar por cima do revestimento

O método, além de não recomendado pela norma brasileira, pode interferir nas propriedades do revestimento, como mudança de cor e características da estrutura.

4 – Mau caimento do contrapiso

O mau caimento do contrapiso pode gerar vazamentos. Por isso é fundamental que antes da aplicação de QUALQUER impermeabilizante, a regularização com caimento seja bem feita e testada para garantir a não existência de trechos com empoçamento. Mesmo para os revestimentos impermeabilizantes que podem ficar em contato permanente com água, esta etapa garante uma maior durabilidade do sistema como um todo. Áreas frias são alguns dos locais onde  é essencial ter um excelente caimento para o ralo.

5 – Eflorescência

A água encontra a cau no contrapiso e resulta em manchas brancas no revestimento. As manchas são características da formação de um sal branco que sobe à superfície após ser formado dentro da estrutura.

6 – Desplacamento e umidade em fachadas

Problemas na impermeabilização em fachadas favorecem o transporte de umidade de fora para dentro da estrutura e, aliados ao mau assentamento, ocasionam infiltrações e desplacamentos.

7 – Afetação por incidência de chuvas

Em geral em coberturas, a má impermeabilização e a falta de estrutura para a incidência de sl e chuva causam danos trabalhosos e custoso. Escolher revestimentos impermeabilizantes apropriados para cada tipo de cobertura, considerando todos os fatores climáticos e solicitações da estrutura, é passo importante para evitar os problemas nestas regiões.

Afinal, construir é cuidar. E impermeabilizar é uma etapa fundamental do cuidado e da atenção que seu projeto merece.




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