MC-Bauchemie

Sem perder o sono com problemas de umidade, manchas...

Jul 12, 2017

Por Lucas Lisbôa, Gerente Técnico da MC-Bauchemie

 

A própria norma de desempenho das edificações habitacionais, a NBR 15.575, reforça a necessidade de um projeto de construção que considere as três principais origens das águas em um edifício: as águas provenientes da chuva, aquelas presentes no lençol freático e as águas geradas pelo próprio uso habitacional. Cada uma dessas águas apresentam particularidades e, quando entram em contato com sistemas não estanques influenciam diretamente no conforto dos moradores.

 

As águas de chuva, em contato principalmente com as coberturas dos prédios, tem sua entrada na edificação potencializada quando encontram fissuras, juntas de dilatação mal executadas, sistemas de drenagem subdimensionados ou mesmo telhados e proteções não conservados. Estas regiões superiores consistem nas áreas da estrutura com maior movimentação, seja pela ação do vento ou incidência do sol. Todos estes fatores requerem impermeabilizações específicas que atendam as características estruturais e de utilização do edifício.

 

Quando pensamos no lençol freático remetemos a problemas mais graves e complicados, que vão desde o aparecimento de umidade e formação de “mofo” nos subsolos até o surgimento de infiltrações provenientes d’água do subsolo nas lajes de fundo das garagens e dos poços dos elevadores. Estas manifestações possuem uma particularidade denominada “pressão negativa de água”, caracterizada por águas que vem no sentido de fora para dentro da estrutura e que requerem tratamentos mais custosos.

 

 

Já as águas de uso habitacional, presentes nas áreas molhadas e eventualmente nas áreas molháveis, são águas sem pressão e que são provenientes das necessidades do dia a dia dos moradores. Segundo a norma de desempenho as áreas que devem obrigatoriamente compor um sistema de impermeabilização são as áreas molhadas, caracterizadas por locais que, em função do seu uso, podem resultar na formação de lâmina d’água como banheiros com chuveiro, áreas de serviço e sacadas. Estes ambientes, quando apresentam falhas no revestimento de impermeabilização, são causadores de grandes transtornos internos no condomínio justamente por fazerem parte dos locais constantemente habitados, os apartamentos. Além de interferir diretamente no conforto dos moradores afetados, manutenções em áreas molhadas são acompanhadas de trocas de revestimentos finais, representando tempo e custo para reparo.

 

Diversos estudos realizados por especialistas em construção civil estimam que os sistemas de impermeabilização representam entre 1,0 e 3,0% do custo total de uma obra habitacional. Este número refere-se a construções que adotam tais soluções nas fases de projeto. A Regra de Sitter (1984), também conhecida como Lei dos 5, retrata o aumento dos custos das intervenções (não só relativas a impermeabilização) ao longo do tempo em uma estrutura e associa este aumento a uma curva exponencial, que se inicia em uma medida adotada em fase de projeto, passando por medidas adotadas na fase de execução e finalizando com os custos de medidas preventivas e corretivas, após a construção da estrutura.

 

Mesmo sendo uma questão cultural, quando falamos de durabilidade das construções e custos de manutenção ficam claras as vantagens tanto de habitabilidade como financeiras ao se adotar soluções adequadas na origem dos edifícios. Sistemas de impermeabilização podem representar uma parcela pequena dos custos de construção, mas quando são incorporados aos prédios em uma fase mais avançada, podem se tornar altamente dispendiosos. Além de mexer no bolso dos moradores, o principal prejuízo causado por infiltrações muitas vezes não pode ser calculado numericamente, o desconforto dentro da sua própria habitação. Afinal de contas quem gosta de conviver com manchas de umidade, quebras de revestimento, interrupções em garagens, paralisações de elevadores e manutenções frequentes nas coberturas e nas áreas externas do seu edifício?

 

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