MC recupera hotel de Veneza com mais de 300 anos

08/11/2018

No coração de Veneza, o Hotel Savoia & Jolanda, como muitos outros prédios da cidade italiana, sofre com a umidade, constantes inundações da maré e com a penetração de água do mar em paredes e fundações. Esses fatores já são um desafio aos edifícios mais modernos, quanto mais a uma construção de 300 anos, edificada sobre fundações do século XII. Após um longo período sem intervenções significativas, a recuperação e a impermeabilização do hotel tornou-se inadiável.

 

 Condições incomuns

 

Todos os anos, Veneza atrai milhares de turistas com suas inúmeras construções históricas que desafiam diariamente o avanço das águas do mar sobre a cidade. Contudo, 60 mil pessoas que vivem em seu centro histórico sofrem constantemente com problemas relativos à manutenção de suas casas. Não bastasse a necessidade de reparos contínuos que a água impõe, os moradores precisam seguir uma série de regulamentos que visam à preservação da herança histórica das construções. Esses regulamentos, naturalmente, impõem várias restrições. É caro e dá trabalho, principalmente se a reforma for grande.

 

No caso do Hotel Savoia & Jolanda, havia muito trabalho a ser feito nas fundações para eliminar as infiltrações. Mas as técnicas de restauro permitidas na estrutura e nas paredes sobre elas construídas eram limitadas. Os métodos tradicionais de impermeabilização, por exemplo, foram todos descartados. Além disso, o cliente queria que a reforma fosse realizada com o hotel em funcionamento e de forma a incomodar o menos possível os hóspedes. Todos os aspectos do projeto eram desafiadores, inclusive para a MC, apesar da ampla experiência em construções residenciais, comerciais, túneis, barragens, pontes e estruturas de todo porte. Por fim, os arquitetos Roberto Padoan e Renzo Ferrara, da empreiteira Sixth Element, conseguiram convencer a gestão do hotel sobre os benefícios dos sistemas de injeção da MC. O contrato foi assinado e as obras começaram em seguida.

 

Desafio aceito

 

Em janeiro de 2016, a MC ministrou o primeiro treinamento sobre seus sistemas de injeção à equipe de aplicadores da F N Servizi E Costruzioni, que faria a impermeabilização. O trabalho foi realizado entre março e junho daquele ano em etapas, para não atrapalhar a rotina do hotel. Uma cortina anti-infiltração foi estabelecida com furos de 50 centímetros equidistantes no piso térreo da construção. Nesta etapa, a resina hidro-estrutural MC-Injekt GL 95-TX foi escolhida por formar uma membrana protetora flexível, de longa duração, não-agressiva ao meio ambiente e indicada para áreas em contato com o solo ou água.

 

Na etapa seguinte, as juntas localizadas entre o piso e as paredes foram impermeabilizadas com o MC-Injekt 2300 Top para formar uma barreira anti-umidade horizontal. A antiga alvenaria do prédio apresentava alta porosidade e precisava ser revestida com um material de injeção que apresentasse maiores tempo de reação e força de penetração. As condições particulares dessa etapa obrigaram os aplicadores a fazer a injeção numa grade de furos com espaçamento bem menor que o normal. Uma segunda barreira horizontal foi injetada cerca de 40 centímetros acima da primeira para proteger a edificação das marés diárias. Assim, o rodapé e a parte inferior das paredes foram totalmente protegidos com uma barreira de 1,20 metros de altura.

 

Resistência comprovada

 

Desde o fim da reforma, a cidade sobre as águas suportou várias inundações. Na pior delas, em outubro do ano passado, a maré subiu 90 centímetros. Mesmo na maré mais alta, o piso e as paredes do hotel foram capazes de resistir à água, de modo que a parte interna permaneceu totalmente seca. A reforma virou até reportagem da TV local Antenna 3, intitulada “La resina che salva Venezia”, em português, “A resina que salva Veneza”, em reconhecimento aos benefícios da tecnologia.

MC recupera hotel de Veneza com mais de 300 anos
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